O maior exercício que se pode fazer é ser bonzinho. E a maior arrogância e soberba, é na maioria das vezes, o motor que move este ascetiismo - ascetismo significa exercício;
Jesus poderia ser um grandessíssimo arrogante por perdoar ato de homens que ele não, perdoaria se fosse ele que houvera feito. Contraditório mesmo. O amor é contraditório? Não. As pessoas o são, com todas suas vontades, desejos e racionalizações.
Se jesus varresse da terra os homens que lhe fizeram mal ao invés de dar a outra face, quiçá, os apagasse a memória, estaria sendo coerente com os homens que lhe fizeram mal, pagando na mesma estaleta.
E deve ser isso mesmo, afinal o início da contradição, colocar homens na mesma linha horizontal que nos é inicialmente dado a pensar. Não, eles não são do mesmo nível, e pensar isso é que gera a confusão. Dentro da estrutura, hyper-estrutura do mundo vivo, jesus era não um asceta, ele não se esforçava apenas, ele não tinha aquela vontade comum dos sâmanas - leia sidarta do herman hesse - de subtrair-se e superar-se. Ao contrário man, Jesus queria apenas horizontalizar-se, e estar entre eles comoeles, amando-os em mais pura face a face... mas não. Jesus não tinha escappatória Nunca teria, ingênuo de uma figa.
Existem homens que nascem para serem crucificados.
asterisco sobre o texto anterior
É provável que se pudéssemos, mataríamos a troco de nada, senão algum alívio. é muito provável que isso seja congênere, e que a notícias não mentem tanto afinal, apenas escolhem aquilo que irão mostrar. Se as agências de noticiário são um filtro, nós também somos, e cada imagem e cada estória ficará marcada indelevelmente em nossa memória moral, garantindo que aquilo nunca deveríamos fazer. Não para evitar, mas apenas para nois sentirmos culpados quando isso finalmente acontecer. Alguém aqui já leu aquela do dostoievsky sobre o assasínio? E como ele, palavras de um amigo, traça um belo mparalelo entre o homicida e o santo, o primeiro andando ao largo da condição humana, e o segundo sendo a condição humana em sua maior profundidade?
----------------
Now playing: Serge Gainsbourg - En Melody
via FoxyTunes
----------------
Now playing: Serge Gainsbourg - En Melody
via FoxyTunes
O altruismo.
É interessante como a maioria de nós brasileiros, crescemos naquela tal lei de gerson, naquele pensamento de levar vantagem em tudo, não importa se precisar passar por cima de alguém, aquele egoismo, egocentrismo ganho graças ao antropocentrismo da religião mais inlfluente de nosso país. Mas depois de um periodo de exageros, pensando aquele ser realmente o melhor jeito de se aproveitar a vida, percebi a relevancia de ajudar aos outros, percebi que se for pra aproveitar a vida, que seja ajudando aos outros, pois melhor que ajudar apenas uma pessoa, no caso nós, é ajudar inúmeras, sem pedir nada em troca, pois já deixaria de ser altruismo e seria trabalho, e o trabalho é algo egocentrista pois pensamos primeiro no que eu ganho com isso, não no que o próximo ganha, ou os próximos, subiriamos o número de ajudados de um para infinitos, definido apenas pela finitude de nossas vidas, o Bodhisattva, a renuncia do eu para o bem do outrem. O amor ágape, o amor espiritual é na verdade esse altruismo. Na verdade é a aplicação do amor para todos, para o todo. Se definirmos amor, algo dificil de definir, mas se tentassemos, poderiamos chegar a dois significados, a consideração, pois consideramos alguém como um todo, não em partes, e a generosidade, quando amamos alguém, somos generoso para com o outro. Então, o altruismo, nada mais é que amar, e já que uma das definições de Deus é amor, nada mais divino que ser altruista, que amar a todos e o todo.
Á G A P E
Ágape, é amor, segundo se diz. Platão crê que seja o amor de casal desposado, amor de um ao outro. Isso em contraste com o amor eros, amor de conotação sexual, ou ao amor philos, que seria o amor ideal. Hoje nos contentamos com amor amor, aquele que embala as músicas de rádio, as cenas de novela, e o sonhos dos adolescentes.
Outra corrente, cristã, afirma uma interpretação mais interessante de Ágape, baseada em textos apócrifos e sudaristas, onde amor seria simplesmente Amor. Seria o inefável, o não-dito, o esvaziamente e completude, o místico. Dizer pelo não dizer, sentimento de unicidade, de ligação a tudo, e de parte deste tudo, onde o nada seria exatamente tudo. Os espaços entre os raios da roda, o recipiente do jarro, o silêncio de tudo que se equivale.
O vago se faz necessário, aquilo que não se pode dizer, deve-se calar. Ágape é um tentativa de dizer o indizível, e nisto, em sua contradição suprema, nasce a condição humana, e nasce o sonho: nos espaços & silêncios entre nossas palavras, vaga bruxuleante o sentido exato do que não pode ser dito.
Outra corrente, cristã, afirma uma interpretação mais interessante de Ágape, baseada em textos apócrifos e sudaristas, onde amor seria simplesmente Amor. Seria o inefável, o não-dito, o esvaziamente e completude, o místico. Dizer pelo não dizer, sentimento de unicidade, de ligação a tudo, e de parte deste tudo, onde o nada seria exatamente tudo. Os espaços entre os raios da roda, o recipiente do jarro, o silêncio de tudo que se equivale.
O vago se faz necessário, aquilo que não se pode dizer, deve-se calar. Ágape é um tentativa de dizer o indizível, e nisto, em sua contradição suprema, nasce a condição humana, e nasce o sonho: nos espaços & silêncios entre nossas palavras, vaga bruxuleante o sentido exato do que não pode ser dito.
Assinar:
Postagens (Atom)
