Amor para recomeçar (sic)

chamei um amigfo budista - de verdade- para escrever aqui. Acho que será de muita valia sua persuasão intelectual e sua intencionalidade monástica a respeito.
quanto a mim, continuo no caminho. Adoro me chamar de budista, mas não sei até que ponto esta afirmação é verdadeira. um verdadeiro budista diria que talvez nunca saibamos, e que se faz budista no dia-a-dia. concordo plenamente, mas será que se eu não ficar nesta persuasão eu não deixo de lado uma importante característica budista - a saber: o desapego?
bem. creio que algo mais importante que as palavras e tradições, é o exercício do amor. no dia a dia, por toda a vida. sabendo que é infinito, e mesmo assim.
o amor, eu penso, ira curar todas as doenças. e o amor, eu sinto, é o único guia para uma vida plena. amar a si mesmo para amar os outros, e amar os outros para amar a si mesmo. amar a compreensão e o desleixo. amar o silêncio e a elocubração. Amor como fonte de desejos, e como fim dos mesmos desejos. amor de desapego, e amor de desenho. Amor.

o ano acaba e se mistura a ele esta sensação de começar tudo outra vez, àss vezes com remorso, às vezes com orgulho. Amor, precisamos, para não sentir nem um nem outro. Amor para que tudo se desfaça e faça-se outra vez.

ponto e segundo ponto

somos ingênuos quando achamos que sabemos, mas somos mais ingênuaos ainda quando achamos que a ingenuidade acabará.
é uma busca aeternitatis, em oito, infinita por vidas infinitas.
a iluminação, o satori, pajna, o estado budhico, nunca será suficiente, não pode. Não quer.
 
estamos em estado de ingenuidade vnte e quatro horas por dia, com picos de escilação nos momentos de soberba, ou humildade. No geral, analisando de longe - se isso é possível, senão for outra ingenuidade - no geral somos aquelesq ue nos julgamos no ápice de nossa sabedoria, muit5as vezes sem lembrar que este julgamento é recorrente.
 
agora, que estamos ciente disso pergunto se a ingenuidade é boa ou ruim. cmo toda boa pergunta, a resposta ja está implícita embrionariamente na pergunta.  Observe.
talvez seja essa uma característica da vida depois da vida.nosso corpo é uma prova histórica, cada cicatriz um relato, uma marca do tempo. algumas pessoas desejariam sinceramente morrer se lhes fosse amputado um membro qualquer, ou se a beleza comum fosse-lhes arrancada. Não sabemos nunca o quanto não pensaríamos assim também se não fosse o nosso caso.
Às vezes não é sequer a beleza, pode ser simplesmente a autonomia ou a altivez. Um homenzarrão preso à cadeira de rodas por exemplo, tendo que ser assistenciado sempre por pessoas mais altas - as crianças são a exceção, mas não tem graça assim. Preso assim na cadeira de rodas por quanto tempo? pode querer viver - e haja força de vida e vontade neste momento, mas por quanto tempo? se não fosse esta condição restrita não viveria mais tempo?
 
somos um pouco tortos às vezes e somos tentados a pensar mal da vida. Em verdade o desalinho vem de dentro, e mesmo asw pessoas mais alinhadas o deixam de ser quando perdem este equilibrio natural.. não importa o quanto perfeita sejam. isso se refaz no tempo, no espaço. as pessoas nos entoram também... coj seus medos, com suas complicações. É um dever de quem esta equilibrado não se desequilibrar por isso, sob o risco de, caso se entorte também, torne tudo muito pior, como o salvavidas que é afoagao pelo desesperado. Na verdade não há nada de errado em se desequilibrar, isso acontece o tempo todo, o erro esta em criar caso e complicar a volta. Não há que chorar ou espernear, a gente sempre volta, só ficar quieto.
 
 
nada disso é fato, nada disso é original. às vezes me vejo no dilema de contar um segredo. deveria ja ter aprendido que~os verdadeiro segredos são aqueles que não conhecemos nem nós mesmos.
esta tudo posto. mas alguns vêm e usam, outro usam sem ver, e outros não vem nada, não usam nada e pegam o de quem descobriu. nada demais, isso e mó cool, isso de deixar os outros brincarem com nossos brinquedos. não somos donos de nada, nem de nosso maior amor, e na verdade é do nosso amor de quem menos somos proprietários. e quanto mais amor houver em nós, mmais serão nossas as coisas e menos seremos donos delas. mais seremos tudo e tudo mais será nós. só o amor pode fazer esta ponte. prestenção.
 
acordo pensando que durmo, e sonho com copisas que não são sonhos. cópias de carbono.

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