Talvez seja essa, e somente esta a função do vício e dependência, sair do vício e dar a volta sobre si mesmo.
Mas nem sempre isso é possível, e talvez daí a gente encontre nosso triste destino, um obstáculo mais alto do que a gente.
Acontece aí que descobrimos nossso tamanho, e descobrimos a altura de nossa crença. Se acreditamos fielmente de que o obstáculo é intransponível, assim ele o será.
Acontece no entanto que a fé possa ser ele mesma humana e fraca, dependente de si mesma, e não apoiada em fenômenos experiementados de coração aberto, o que pode ser um problema. Chegamos ao fundo do poço da fé.
Talvez seja aí que tantas pessoas acabamo cainda e pegando carona na fé alheia, que nos parece mais poderosa e alavancante. Como um barco que nos salva do naufrágio. O naufrágio de nós mesmos, salvos pela fé de outrem.
Não posso conceber como má ou ruim essa salvação através do alheio, mas creio que ainda assim, a responsabilidade cairá ora ou outra sobre os próprios ombros. Derrepente a barca na qual você subiu que outros ofereceu, está só, e você tem que remar;
Remar neste caso significaria crer que em algum momento o mar te trará uma ilha. E que mesmo que isso não aconteça, a ainda ilha estará lá, e que por isso mesmo calmamente aprenderá a olhar o céu e admirar o mar, do qual não tenhs saída.
Isso é fé e é assim que concebo o ato salutável de ter fé.
