Fé.

Talvez seja essa, e somente esta a função do vício e dependência, sair do vício e dar a volta sobre si mesmo.
Mas nem sempre isso é possível, e talvez daí a gente encontre nosso triste destino, um obstáculo mais alto do que a gente.
Acontece aí que descobrimos nossso tamanho, e descobrimos a altura de nossa crença. Se acreditamos fielmente de que o obstáculo é intransponível, assim ele o será.
Acontece no entanto que a fé possa ser ele mesma humana e fraca, dependente de si mesma, e não apoiada em fenômenos experiementados de coração aberto, o que pode ser um problema. Chegamos ao fundo do poço da fé.
Talvez seja aí que tantas pessoas acabamo cainda e pegando carona na fé alheia, que nos parece mais poderosa e alavancante. Como um barco que nos salva do naufrágio. O naufrágio de nós mesmos, salvos pela fé de outrem.
Não posso conceber como má ou ruim essa salvação através do alheio, mas creio que ainda assim, a responsabilidade cairá ora ou outra sobre os próprios ombros. Derrepente a barca na qual você subiu que outros ofereceu, está só, e você tem que remar;
Remar neste caso significaria crer que em algum momento o mar te trará uma ilha. E que mesmo que isso não aconteça, a ainda ilha estará lá, e que por isso mesmo calmamente aprenderá a olhar o céu e admirar o mar, do qual não tenhs saída.
Isso é fé e é assim que concebo o ato salutável de ter fé.
estive na igreja
católica, como aquela ainda criançinha
ajoelhei-me e meditei
trazendo para minha testa, todas as sesnações pensamentos
por um momento tudo que outrora pensei caiu por terra
e todas as cabeças ao meu redor brilhavam dourado
por um momento rezar e meditar e amar eram a mesma coisa
e encontrei em mim a paz da criança de outrora


Contra-Culturas, maiores metafisicos.

O movimento hippie foi um movimento contra cultura, contra a cultura racionalista e economica que nascia na época, e contra o republicanismo criador de guerras, assim como já existiu no passado a corrente irracionalista, de Schopenhauer, Nietzsche e Freud, que foi contra a cultura racionalista e cientificista da época, com uma pitada de misticismo e intuitismo, não precisava ser evidenciado pra se acreditar. O budismo foi um dos cominhos fundamentais para Schopenhauer se tornar irracionalista, assim como os hippies tiveram a influencia de diversas culturas orientais. Cabe a nós nos interarmos às culturas orientais para mais que ouvir musica hippie e usar alucinógenos, sermos tão misticos e contra-culturas quanto esses outros movimentos anti racionalismo e cientificismo foram.

Citei esse outro movimento para lembrar que os hippies não foram os primeiros, e principalmente não serão os ultimos contra-cultura. Criemos a nossa filosofia comtemporanea para assim, nos juntar o suficiente para criarmos um movimento tão fabuloso e incrivel quanto woodstock foi.

New Weird America parecia ser o ultimo resgate, mas infelizmente não foi.

Paz e amor a todos.

Alegoria da caverna e reflexão pessoal




Agora, não venha me dizer que os prisioneiros não tinham todas a razão em assasinar seu ex-companheiro de caverna dizendo que ele é um louco.
Ou que ele é um profeta vadio, ou um sonhador platonista.
É isso que aconteceu com chico mendes e que vai acontecer com você, meu caro, se continuar meditando.

Não ria não. É sério.

Se tudo pode acontecer

"Se tudo pode acontecer"


Se tudo pode acontecer, deus não existe.
Se tudo pode acontecer, eu não me livro
e suprimo em mim qualquer certeza.
se tudo pode acontecer, a firmeza eu conquisto
e me visto de tristeza em dias primos
se tudo pode acontecer, eu grito
angst
eu grito
na ponte eu grito.

só nos resta o infinito.

DESTINAÇÕES

tava lendo o delicioso herman hesse's JOGO DAS CONTAs DE VIDRO, e tava em um capítulo chamado ANOS DE ESTUDO, em que o protagonista, já com vinte e quatro anos, se dedica especificamente aos estudo seu interesse, depois de quase vinte anos de estudo direcionados dentro da rigorosa ordem filosófica-acadêmica de castália.
patra resumir, castália é o nome de uma ordem, entidade ou universidade que capta os melhores alunos desde novos, e os que tem o melhor perfil, e dirigem suas dedicações ao estudo, somente ao estudo. Eles não se casam, eles não escrevem poesias, e eles não tenm direito a posses, senão a poucas coisas de valor sentimental - um retrato, um relógio, uma carta postal - e em troca eles tem toda uma vida dedicada à virtude do espírito, como se diz, estudos e dedicações puras àquilo que eles amam, protegidos da mesquinharia e svis sutilezas do mundo secular.
o protagonista do livro, joseph knecht, é o melhor dos melhores. O altíssimo, se preferir, o garoto que desde os oito anos esta dentro desta ordem, acompanhado de perto por pessoas especiais. Ele não só é puro de coração, é uma virtude na música e temperado nas emoções. mesmo suas poucas incogruências ao longo da vida, e especialmente na adolescência, serviram-lhe apenas para avançar mais ainda naquilo que ele tinha, por necessidade, vir a ser.
aí vem uma pergunta, se destino existe. se ele existe, então indiferentemente de nossos atos, estamos destinados a vir a ser aquilo que nos é cabido. oa mesmo tempo, sabemos que nunca poderíamos ficar sem fazer nada, e sempre haverá a incerteza. Alguns preferem o alcançe calmo da sabedoria que dá a certeza de nosso caminho, e cada obstáculo esta ali porque haveria de estar, e outro preferem ser como um estrangeiro, que se deixa levar pelo vento e pela capacidade de adptação ao momento.
às vezes é nascente uma melancolia que diz que a gente podia ser assim , ou assado, mas não somos. temos às vezes, dentro da gente toda a potencia para ser aquilo que desejariamos, mas falta algo, sempre falta, e às vezes, parece que este algo é inatingível, inalcançãvel... aí vem aquele poema tabacaria do pessoa que diz que o mundo não é para aqules que podem conquista-lo, e sim para os que nascetram para o conquistar. como se eu ou você tivessemos o amor para renascer o mundo, mas só uns pouco estão no lugar e momento certo para fazê-los. sejamos então sacrificados na nossa cruz cotidiana, sobre o sol de cada dia nos dai hoje. Sejam,os nós o jesus moderno de cada mercado, de cada feira, de cada fila de biblioteca. Tenhamos o amor decadente nascendo e morrendo todos os dias, para se derramar como suco de uva no asfalto quente - e as pessoas passam, não cheiram com nojo e pensam que é sangue.
joseph knecht não pôde fugir ao destino. Ainda no meio do livro, ele percebe que sua responsabilidade é maior que sua liberdade, e que tem peso e importancia sua existencia naquele lugar e naquele momento. como uma veste que amava mas que não pode mais vestir, ele deixa aos poucos para trás a maneira vivaz e jovem de encarar a vida, e se encaminha para sua própria cruz. Austero, ansioso, ciente.

paz, caridade e outras coisas animadoras

O maior exercício que se pode fazer é ser bonzinho. E a maior arrogância e soberba, é na maioria das vezes, o motor que move este ascetiismo - ascetismo significa exercício;
Jesus poderia ser um grandessíssimo arrogante por perdoar ato de homens que ele não, perdoaria se fosse ele que houvera feito. Contraditório mesmo. O amor é contraditório? Não. As pessoas o são, com todas suas vontades, desejos e racionalizações.
Se jesus varresse da terra os homens que lhe fizeram mal ao invés de dar a outra face, quiçá, os apagasse a memória, estaria sendo coerente com os homens que lhe fizeram mal, pagando na mesma estaleta.
E deve ser isso mesmo, afinal o início da contradição, colocar homens na mesma linha horizontal que nos é inicialmente dado a pensar. Não, eles não são do mesmo nível, e pensar isso é que gera a confusão. Dentro da estrutura, hyper-estrutura do mundo vivo, jesus era não um asceta, ele não se esforçava apenas, ele não tinha aquela vontade comum dos sâmanas - leia sidarta do herman hesse - de subtrair-se e superar-se. Ao contrário man, Jesus queria apenas horizontalizar-se, e estar entre eles comoeles, amando-os em mais pura face a face... mas não. Jesus não tinha escappatória Nunca teria, ingênuo de uma figa.

Existem homens que nascem para serem crucificados.

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