tava lendo o delicioso herman hesse's JOGO DAS CONTAs DE VIDRO, e tava em um capítulo chamado ANOS DE ESTUDO, em que o protagonista, já com vinte e quatro anos, se dedica especificamente aos estudo seu interesse, depois de quase vinte anos de estudo direcionados dentro da rigorosa ordem filosófica-acadêmica de castália.
patra resumir, castália é o nome de uma ordem, entidade ou universidade que capta os melhores alunos desde novos, e os que tem o melhor perfil, e dirigem suas dedicações ao estudo, somente ao estudo. Eles não se casam, eles não escrevem poesias, e eles não tenm direito a posses, senão a poucas coisas de valor sentimental - um retrato, um relógio, uma carta postal - e em troca eles tem toda uma vida dedicada à virtude do espírito, como se diz, estudos e dedicações puras àquilo que eles amam, protegidos da mesquinharia e svis sutilezas do mundo secular.
o protagonista do livro, joseph knecht, é o melhor dos melhores. O altíssimo, se preferir, o garoto que desde os oito anos esta dentro desta ordem, acompanhado de perto por pessoas especiais. Ele não só é puro de coração, é uma virtude na música e temperado nas emoções. mesmo suas poucas incogruências ao longo da vida, e especialmente na adolescência, serviram-lhe apenas para avançar mais ainda naquilo que ele tinha, por necessidade, vir a ser.
aí vem uma pergunta, se destino existe. se ele existe, então indiferentemente de nossos atos, estamos destinados a vir a ser aquilo que nos é cabido. oa mesmo tempo, sabemos que nunca poderíamos ficar sem fazer nada, e sempre haverá a incerteza. Alguns preferem o alcançe calmo da sabedoria que dá a certeza de nosso caminho, e cada obstáculo esta ali porque haveria de estar, e outro preferem ser como um estrangeiro, que se deixa levar pelo vento e pela capacidade de adptação ao momento.
às vezes é nascente uma melancolia que diz que a gente podia ser assim , ou assado, mas não somos. temos às vezes, dentro da gente toda a potencia para ser aquilo que desejariamos, mas falta algo, sempre falta, e às vezes, parece que este algo é inatingível, inalcançãvel... aí vem aquele poema tabacaria do pessoa que diz que o mundo não é para aqules que podem conquista-lo, e sim para os que nascetram para o conquistar. como se eu ou você tivessemos o amor para renascer o mundo, mas só uns pouco estão no lugar e momento certo para fazê-los. sejamos então sacrificados na nossa cruz cotidiana, sobre o sol de cada dia nos dai hoje. Sejam,os nós o jesus moderno de cada mercado, de cada feira, de cada fila de biblioteca. Tenhamos o amor decadente nascendo e morrendo todos os dias, para se derramar como suco de uva no asfalto quente - e as pessoas passam, não cheiram com nojo e pensam que é sangue.
joseph knecht não pôde fugir ao destino. Ainda no meio do livro, ele percebe que sua responsabilidade é maior que sua liberdade, e que tem peso e importancia sua existencia naquele lugar e naquele momento. como uma veste que amava mas que não pode mais vestir, ele deixa aos poucos para trás a maneira vivaz e jovem de encarar a vida, e se encaminha para sua própria cruz. Austero, ansioso, ciente.